A história do retrato de Aline

Ela disse que veio para a sessão de fotos vestida a caráter com a camisa autoexplicativa. Assim como a vestimenta e a pessoa, também é dramática a história pela qual agradece a participação divina.

Momentos difíceis enfrentamos todos, e por diversas vezes nos retiramos a fim de buscarmos a ajuda divina. Entramos no quarto para orar, vamos aos templos, passeios espirituais, e por aí vai. Mas essa moça, adepta a trilhas, fez isso de uma forma pouco convencional.

Em um final de semana em Ilha Grande com sua família, e após se perder de sua tia numa breve caminhada de duas horas e meia, chegou a uma praia linda e deserta, o que lhe deu muito tempo para refletir sobre os problemas existenciais pelos quais passava. Dentre eles, a necessidade de recolocação no mercado de trabalho, ou para os mais íntimos, um emprego. E ali, sozinha, com muito espaço e tempo para sua busca, começou a orar.

Terminada a oração, restava o retorno. Mais duas horas e meia repletas de caminhada pela mata, fim de tarde, início de noite, cansaço, subidas, descidas, pedras, cascalho, barro, mosquitos, borrachudos, maruim… até chegar ao camping, arrumar as coisas e voltar para casa.

Durante a semana e já em casa, Aline, recebeu uma ligação de uma amiga dizendo que tinha uma vaga, e já informando a valor salarial a ser negociado com a empregadora. Com a faca e o queijo na mão, se acertou com a contratante e começou no emprego, no qual está até hoje. Oração respondida.

Sessão fotográfica de Aline

Orações sinceras em lugares não convencionais são relatos muito presentes na Bíblia. Bem como as respostas de Deus aos que buscam socorro. Eu costumo dizer que a única oração de Ele não responde, é a que não fazemos.

“a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Salmos 51:17